COMO ESCOLHER A MELHOR BOMBA PNEUMÁTICA?

BOMBAS PNEUMÁTICAS

As bombas pneumáticas estão entre os itens mais usados e versáteis dentro das indústrias. Por serem de uma tecnologia simples, versátil e de pouca manutenção, as bombas pneumáticas são facilmente usadas em segmentos que vão desde
à produção de alimentos e bebidas até a mineração.

As bombas pneumáticas podem suportar os fluídos mais agressivos nos ambientes mais difíceis, produzindo sempre em alta velocidade, tudo isso graças a sua combinação de componentes.

 

O SEGREDO ESTÁ EM CONHECER OS COMPONENTES BÁSICOS:

Conhecer os fundamentos básicos de uma bomba pneumática, vai te ajudar em vários sentidos. Inclusive, em fazer escolhas que irão fazer a sua bomba pneumática performar com melhor desempenho em uma aplicação específica:

As bombas pneumáticas podem suportar uma grande gama de químicos, taxas de fluxo e viscosidades, e se adaptam facilmente aos mais variados segmentos industriais.

O segredo está em entender qual a sua real necessidade de produção para assim escolher uma bomba pneumática com os componentes certos para o seu segmento.

Ao selecionar uma bomba para uma aplicação específica, certos componentes podem fazer uma grande diferença na performance e intervalo entre falhas.

 

COMPONENTES FLUÍDOS

-Coletor de sucção/Descarga de fluído

– É aparafusado ou fixado às câmaras externas para criar uma vedação e um caminho de fluxo para o fluído seguir.

– As válvulas de vedação fazem uma vedação sem vazamentos entre os coletores e a câmara de fluído externa, também alojam as esferas da válvula nas gaiolas de esfera dentro dos coletores.

 

A CÂMARA DE FLUIDO EXTERNA

– Faz parte do caminho do fluído dentro da bomba.

– É anexado e selado nos coletores de sucção e descarga pelas sedes e/ou válvulas de vedação (assento, válvula, anéis de vedação) Também é vedado entre a câmara interna/câmara de ar com o cordão do diafragma.

– Ele cria um vazio onde os diafragmas alternativos puxam o fluido e o empurram para fora de cada lado para criar a ação de bombeamento.

 

OS DIAFRAGMAS

– Eles agem como uma barreira que separa o lado do fluido da bomba do lado do ar.

– Os diafragmas (em seu modelo padrão) demanda uma vedação em dois pontos:

1) No centro da abertura do diafragma, apertando as placas internas e externas do diafragma no eixo principal, capturando o diafragma. Quando apertado corretamente, uma vedação sem vazamentos é criada.

2) A vedação também acontece na circunferência externa do diafragma, geralmente no cordão de vedação moldado ou de ranhuras de vedação na câmara de ar interna e/ou câmara de fluído externa. A vedação ocorre a partir da compressão criada quando os parafusos da câmara externa (bombas aparafusadas) ou os conjuntos de braçadeiras (bombas estilo braçadeira) são apertados.

– Alguns projetos ligados de diafragma PTFE incorporam (sobre o molde) as placas internas e externas do diafragma, de forma que nenhum buraco central esteja presente. Esses diafragmas ligados não requerem placas de diafragma separadas, podendo simplesmente serem apertados à mão no eixo do diafragma roscado. Este modelo é a escolha preferida para muitas aplicações químicas perigosas.

– Os diafragmas são componentes dinâmicos que são acionados quando a pressão do ar é fornecida atrás do diafragma no lado auxiliar da bomba.  A pressão de ar modulada exerce força no lado do ar dos diafragmas, que por sua vez exerce a mesma força para o fluido sendo bombeado.

– Os diafragmas vêm em uma variedade de materiais e modelos para atender a especificas necessidades de aplicação, como compatibilidade química, temperatura, resistência a abrasão e requisitos de certificação. Para mais detalhes, consulte o fabricante.

Clique aqui, e conheça mais sobre como aumentar a vida útil do diafragma da bomba pneumática.

 

AS PLACAS DO DIAFRAGMA INTERNO/EXTERNO

– Eles trabalham em conjunto com os diafragmas para separar o lado dos fluidos da bomba do lado do ar.

– As placas são rosqueadas no eixo principal e na haste do diafragma, comprimindo os diafragmas e criando uma vedação hermética e uma vedação estanque.

– As placas do diafragma suportam os diafragmas conforme o eixo é correspondido, fazendo com que eles criem um vácuo no fluido, puxando o líquido para as câmaras de fluido e logo em seguida, empurrando para fora.

 

CONJUNTOS DE GRAMPOS OU PARAFUSOS

– São usados para agrupar os componentes da bomba; as bombas vêm em estilo fixado ou aparafusado.

– Em conjunção com os diafragmas e a sede das válvulas, eles criam uma vedação que mantém o fluido nas bombas e separa o lado do ar do lado do fluido.

EIXO PRINCIPAL DO DIAFRAGMA

– Conecta os conjuntos do diafragma (placas internas / externas e diafragmas).

– Os eixos rosqueados podem ser macho ou fêmea, podendo se conectar à placas externas por meio dessas roscas.

 

CÂMARA INTERNA / CÂMARA DE AR

– Mantém uma vedação com os diafragmas quando o ar comprimido é introduzido em cada lado de maneira alternada. Isso exerce uma pressão na parte de trás dos diafragmas, que exercem pressão sobre o fluído.

 

VÁLVULA DE AR

– Direciona o ar comprimido para uma das duas câmaras de ar, a fim de deslocar o conjunto do diafragma/biela. Ao mesmo tempo, a válvula de ar está conduzindo o ar da câmara de ar oposta, permitindo sua exaustão para a atmosfera, por meio da porta de exaustão do bloco intermediário/central.

 

O BLOCO INTERMEDIÁRIO CENTRAL

– Geralmente guia o eixo principal/haste do diafragma com vedações e buchas. O eixo principal ou eixo piloto (dependendo do modelo do fabricante), entrega pressão alternada para a válvula de ar para deslocar a bobina da válvula principal – isso faz com que a bomba alterne e crie a ação de bombeamento. O ar, na maioria dos casos, também é exaurido do bloco intermediário através da porta de exaustão e fora do silenciador de exaustão de ar.

 

SILENCIADOR DE EXAUSTÃO DE AR

– Minimiza o som de exaustão do ar da bomba; estão disponíveis em vários tipos, materiais e tamanhos. O silenciador também pode ser removido para que o escapamento possa ser retirado da bomba, possibilitando que a bomba seja submersa ou simplesmente expulse o ar para um local seguro ou externo, para reduzir ainda mais o barulho no ambiente de trabalho.

 

POR QUE ENTENDER COMO BOMBAS PNEUMÁTICAS FUNCIONAM?

 

Além de entender quais são os componentes básicos que integram o sistema de funcionamento das bombas pneumáticas, é importante saber como elas operam. Confira abaixo:

 

CICLO DE SUCÇÃO

O ar comprimido preenche a câmara interna esquerda, fazendo com que o diafragma oposto crie sucção, levantando a esfera da válvula inferior para puxar o fluido na entrada. Simultaneamente, a câmara de fluido esquerda está no ciclo de descarga.

 

CICLO DE DESCARGA

O ar comprimido enche a câmara interna direita, fazendo com que a esfera da válvula superior se abra e descarregue o fluido. Simultaneamente, a câmara esquerda está no ciclo de sucção.

 

AS ESFERAS DE VÁLVULAS

Dica: Esferas de válvulas pesadas devem ser usadas para bombear líquidos espessos e viscosos.

Clique aqui, para saber mais sobre viscosidade.

Devido a gravidade, uma esfera de válvula pesada cortará o produto espesso e assentará mais rápido ao bombear um líquido espesso. As esferas de válvula PTFE ou aço inoxidável, por exemplo, são muito mais pesadas que esferas feitas de Santoprene ou outros materiais.

 

OS ASSENTOS DA VÁLVULA

Dica: Escolha assentos de válvulas resistentes a abrasão.

 Ao bombear fluidos abrasivos, considere usar assentos de válvulas feitos com materiais resistentes a abrasão. Por exemplo, se estiver bombeando um revestimento de cerâmica abrasiva, substitua as sedes das válvulas de borracha por aço inoxidável, para reduzir o desgaste associado às aplicações abrasivas. Para bombas de plástico, o PVDF é mais resistente a abrasão em comparação com o polipropileno.

 

OS MATERIAIS DO LADO DO AR (VÁLVULA DE AR, SEÇÃO CENTRAL / LADO NÃO MOLHADO DA BOMBA)

Dica: Para o lado de ar da bomba, escolha um material que seja quimicamente compatível com o fluido sendo bombeado. Clique aqui e confira o tabela de compatibilidade química com o Alumínio.

Na maioria dos casos, o fluido bombeado não entra em contato apenas com o lado úmido da bomba. É certo que o fluido encontrará o lado de ar da unidade, seja pelo ambiente ao redor da bomba ou quando um diafragma falhar. O ambiente ao redor pode contar vapores ou a bomba pode ser respingada com produtos químicos do processo. Se esse for o caso, então você precisa ter certeza que o lado do ar (válvula de ar, bloco central, câmaras de ar, etc) também é composto de materiais de construção quimicamente compatíveis.

Isso também é correto quando ocorre uma falha no diafragma. Quando o diafragma falha, o liquido pode entrar em contato com o lado de ar da bomba e causar danos se os materiais do lado do ar não forem compatíveis com o fluido sendo bombeado.

Optar por um material que seja quimicamente compatível com os dois lados vai estender a vida útil e performance da bomba e, na maioria dos casos, valerá o custo inicial adicional associado a alguns materiais do lado do ar (como aço inoxidável). O polipropileno e os componentes laterais de metal revestidos também são boas opções a serem consideradas.

 

Clique aqui, e leia mais sobre como reparar sua bomba de duplo diafragma pneumática em quatro etapas.

 

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